O limite entre o amor e a utilidade

 Boa noite, fazia tempo que eu mesma não escrevia aqui. Continuo inspirada por meus mentores, mas pretendo escrever de uma maneira um pouco mais pessoal.

Existe uma questão na vida que envolve o benefício de se estar com alguém.

Com certeza, devemos medir amor e conveniência para ver como andam nossas relações com as pessoas e saber enxergar nelas e nós o quanto estamos senso sinceros ou interesseiros.

Para isso, trago algumas reflexões para dissertar sobre isso.

(contém algumas doses de ironia)
Fonte aqui

1. Fazer-se útil para amarrar o outro.


Normalmente, quando nós temos alguma qualidade ou capacidade que se destaca, por mais simples que seja e essa se úne à algum complexo de inferioridade ou necessidade de atenção nossa, é muito cômodo usarmos ela à nosso favor.

Mas com o tempo, esses favores geram acomodação e as pessoas já não irão se dispor de nos alimentar energeticamente em troca daquilo que oferecemos.

Como a baixa auto estima necessita de alguém que a sustente, com o tempo, o agente dos favores começará a se frustrar e tentará se usar de diversos artifícios conscientes ou inconscientes para receber a atenção que quer.

A tendência é manipulação emocional, chantagem, coitadismo, estrelismo e até ameaça.

É importante enxergarmos a diferença deste tópico com o seguinte, pois, apesar deles poderem ser complementares, se divergem no fato do prazer próprio em servir.

Quanto mais "Sim", mais essa pessoa se encaixa:

A) Sempre se dispõe para ajudar, mesmo que a outra pessoa não necessite da ajuda.

B) Continuar "ajudando", mesmo sabendo que isso atrapalhará o desenvolvimento da outra pessoa.

C) Acha que alguém dizer apenas "obrigado" não é suficiente, esta pessoa lhe deve um retorno ao nível.

D) Quando não se sente reconhecido, exalta o esforço que fez no favor, para tentar comover o outro.

E) Quando não se sente reconhecido, busca fazer álibi - convencer as pessoas ao redor de que o outro está sendo ingrato, visto que é tão bom pra ele. Se elas forem tirar satifação com ele no seu lugar, melhor ainda.

F) É conhecido por ser "bonzinho".

G) É o tal do mártir da roda familiar ou social, ninguém reconhece seu valor.

H) Por ser tão prestativo, acredita possuir exclusividade para opinar ou adentrar à intimidade dos outros.

I) Sente ódio quando o outro não lhe elogia.

J) Tenta conotar que mais ninguém seria capaz de lhe fazer tal favor.

K) Tenta conotar que mais ninguém seria capaz de lhe fazer tal favor com tamanha boa vontade e dedicação ( hahaha)

L) Não sente prazer em fazer tais favores.

M) Se auto mutila ou maltrata pondo a culpa na falta de reconhecimento alheio.

N) Por filhos no mundo com a função de que estes lhe cuidem quando for velho.

O) Fazer todas as anteriores e dizer que é por AMOR.

Basicamente, a pessoa de baixa auto estima que faz "favores" para possuir atenção em retorno, quando não é suprida, tende a forçar o outro para se rebaixar também, ou usa seu personagem para ganhar os outros por dó, sendo "o incompreendido".

Podemos interpretar nitidamente, que, enquanto os favores costumam ser chamados de gestos de amor, lentamente, nesse caso, vão se tornando ferramentas de agressão ou subjugamento.

Muitas dessas pessoas podem gerar relacionamentos abusivos e, quando possuem uma fala muito racional, pode haver tendências à vítima reagir agressivamente, por não conseguir expressar verbalmente a repressão que está vivenciando.

Sendo passada por agressiva e tremendamente julgada, a vítima pode ceder à mais tempo de abuso dentro do relacionamento e permanecer em sofrimento. Enquanto o abusador irá se utilizar da figura de mártir para conseguir mais influência.

Pessoas com auto estima não usam favores como ferramentas de abuso.



Carta 10 de Varinhas do Tarot
Sobre a pessoa que entra em colapso de tanto carregar o fardo dos outros.
fonte aqui

2. Ser útil por ser amarrado

Essa situação pode ou não ter se iniciado na anterior, mas, neste caso, há coersão externa para que a pessoa seja útil.

Ou seja, existem atitudes das pessoas no entorno, ou armadilhas do nosso próprio inconsciente (normalmente nascidas por influências de pessoas manipuladoras no nosso período de formação)
que nos faz sentirmo OBRIGADOS à servir.

Normalmente, uma pessoa do ítem 1 poderia manter uma "boa amizade" com uma pessoa do item 2, pois esta aceitaria ser sua muleta emocional.

Mas também, a pessoa do ítem 2 pode conter traços do item 1, visto que a deturpação desses valores de troca humana também abaixam sua auto estima e geram mecanismos de fuga para tentar conseguir reconhecimento alheio.

A) É muito comum na cabeça dessa pessoa a palavra "Obrigação".

B) Ela possui utilidades diferentes as quais considera o mínimo que cumpra de acordo com seu papel, mesmo que passe por cima dela mesma.
ex: eu como filho, devo sacrificar minha saúde emocional pelos meus pais.

C) Você DEVE à quem te AMA.

D) Não dizer não, mesmo que o sim desrespeite suas necessidades.

E) Aceitar coisas desimportantes, mesmo que esteja sem vontade de fazê-las, apenas pelo senso de comprometimento.

F) Sentir-se obrigado à demonstrar felicidade às pessoas.

G) Culpar-se quando não demonstrar felicidade ao cumprir com o que deveria ser "seu mínimo para com os outros";

H) Ter pressão alta, taquicardia, sufocamento, problemas no quadril, problemas de visão, mal estares.
(sintomas de subjugamento e sentir-se pressionado)

I) Sofrer ao discordar de alguém.

J) Os outros lhe apresentam como "muito gente boa"

K) Receber elogios constantes perante as serventias.

L) As pessoas dizerem que vão lhe ajudar quando não está bem, mas não buscam respeitar suas reais necessidades perante a isso.

M) Aceitar desculpas ridículas dos que não querem dividir tarefas com você.

N) Os outros já prometem e combinam coisas sem antes lhe perguntarem certas de que você irá se prestar à lhes ajudar.

O) Nunca se sentir suficiente.

Podemos perceber que existe uma cultura de acomodação, aonde alguém acaba sendo submetido à servir por algumas devidas condições. de julgamento externo.

Um exemplo, é quando um indivíduo de classe superior permitir que seus parentes, os quais não prosperaram tanto, não colaborem com limpeza, danifiquem objetos ou mexam em coisas sem permissão em sua casa, por achar que lhes "deve" algo.

Isso pode ser alimentado por uma hierarquia hereditária, de trabalho, de prestígio social, enfim, o que importa é que há um desequilíbrio gerado e amplificado por uma questão de valores incoerentes.

A sensação de dever supera as prioridades pessoais dessa pessoa e ela se torna submissa e tremendamente útil à elas, menos a si mesma.

Quando esta pessoa começa a reagir, seus círculos de convivência costumam ser alterados e pessoas são descartadas à rodo. Ela pode ser difamada, mas nada lhe tirará o doce gosto de liberdade.

Pessoas com auto estima não se submetem àquilo que lhes danifica.

fonte aqui


3. Ser útil por amar(-se)

Quando nós amamos alguém, é uma tendência querer ajudar a pessoa.

A resolução do problema dá prazer à ambas as pessoas, pois isso se torna uma situação de superação mútua.

Veja só, no amor é tudo compartilhado.

Por isso que dizem que a caridade, como tende a ser passada, é uma ilusão.

A caridade, o amor verdadeiro, é aquele em que você colabora com alguém com algo que ele não possui e ele lhe retribui instantaneamente algo que você também não possuía - seja um sorriso, um obrigado, uma lição.

O amor verdadeiro é rico e próspero.

Nós nos damos, pois sabemos que nada nos falta.

Somos amáveis com nós mesmos, por isso nos respeitamos, admiramos, transformamos, perdoamos e vivemos em riqueza interior.

Nós nos transbordamos e é natural querer colaborar com outros.

As relaçoes 1 e 2 possuem tremendos conceitos subliminares de falta e miséria.

Quando os gestos são contados, calculados, medidos, cobrados, sem prazer, fontes de martírio, desculpas para cobrança, ferramentas de manipulação, isso denota pobreza.
Denota o pensamento de que pode faltar, porque a energia do amor por si mesma não está fluindo ali.

Pessoas 1 e 2 tendem a não serem prósperas por causa desses conceitos.
E lhes sobra a tentativa de melhorar, ou fazer mestrado em suas próprias situações e continuarem buscando migalhas de quem se dispor.
Elas podem ficar tremendamente inteligentes nisso.

O amor verdadeiro se oferece abundante,
mas quem se ama sabe seu limite também.

Pessoas 1 vão tentar de tudo para prender a si uma pessoa 3, pois ela é rica.
Pessoas 1 vão se fingir de pessoas 3.

Pessoas 2 podem tentar fazer pessoas 3 se apegarem aos mesmos grilhões
de valores tóxicos que elas.

Pessoas 2 podem ver um respiro no suporte das pessoas 3 ou entrar em desespero por acharem que precisam retribuir cada pequena coisa que esta lhe oferecer no impulso de sua alma.

Pessoas 3 com pessoas 3
é pura luz.


REFLEXÕES

É importante saber que somos seres profundos e múltiplos, podemos ter as qualidades dos três itens em nós.

Por isso é muito importante nos observarmos e buscarmos amadurecer.

 Encontrar o limiar entre os nossos interesse profundos e os ocultos dos outros sobre nós.

Pense bem, o que as pessoas costumam buscar de você e reflita se elas ainda estariam com você caso você não oferecesse mais isso à elas.

Nem tudo é porque "não podemos", deve haver o respeito do "querer" também.

Ninguém é obrigado à se dispor contra à vontade à favores e valores tóxicos.

Selecione às pessoas na sua vida de acordo com quem realmente vale a pena, mas lembre-se sempre de ver se você mesmo não está alimentando relações de interesse.

Caso seja você o fator principal, novas pessoas virão, mas com os velhos padrões de sempre.

Caso você já esteja amadurecendo, se dê a chance de apostar em pessoas diferentes, mudar os ares, ficar mais tempo com você mesmo, principalmente, é verá que,

quando o amor flui de si mesmo

toda a vida flui junto.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não se submeta por medo, combata o medo.

Não se submeta por obrigação, combata essa crença.

Não se submeta por comodismo, combata a preguiça.

Quando você não aceita relações abusivas, colabora para que todos os envolvidos amadureçam, principalmente os próprios abusadores.

O que é saudável para si, raramente agrada aos outros.

Mas te garanto que se você ficar tentando agradar os outros, sua saúde ficará em último lugar.

Que você se ame, se sustente e tenha coragem de consertar as relaçoes desequilibradas que possam estar permeando sua vida nesse momento.

Apenas o item 3 é bom e positivo.

Só você pode ser útil para si mesmo,
e que seja sempre
agora e eternamente
por amor.


gratidão, por Maria Fernanda Balazs

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