Propósito

Um blog sobre autoconhecimento e espiritualidade que visa passar a informação de maneira clara e compreensível à todo tipo de público.
Alaluchi é a luz que vem da alma que se tornou consciente de si mesma e busca aprimorar-se por si e pelo universo.
Sempre em serviço do bem maior.

Sobre o tempo da vida

 - Eu comparei o meu passado com o passado de Asthin, vi toda a nossa história e nossa evolução juntos e me expandi até perceber a beleza de toda a vida. O faizão branco que vi no céu queimou em meu peito. Faltam-me racionalidade e palavras para decifrar o que aprendi, porém, além de todas essas convenções, tentem sentir o que eu senti...-

                                                                                     Maria Fernanda B. 24/02/2013

 A beleza dos ciclos, como a vida, está em sua finitude. Deus mostra sua eternidade em todo o conjunto de reações ao redor da vivência dos ciclos. O homem tinha que entender a infinidade da Fonte sobre a pequenez das coisas da vida, pois tudo é tão perfeito e eterno enquanto se apresenta tão mínimo para nós.

 A vida aqui, eu quero dizer, não é mais e nem menos importante do que qualquer outro ciclo do espírito, mas tem a sutileza de compactar toda a perfeição e infinidade de Deus em todas as suas inúmeras divisões. Seja um dado, uma flor, a bibliografia de uma pessoa comum, o burburinho de uma cidade, discussões entre irmãos, as histórias dentro de nós, a viagem de uma vida ou o movimento dos planetas, tudo e absolutamente tudo carrega o potencial divino em si. Tudo e absolutamente tudo é necessário e está em seu devido lugar e tempo.

 Olhar para o passado e compará-lo com o presente é admirar a capacidade da Fonte se transformar sem mudar sua presença. Pensando Deus em quantidade de presença, ele era de uma quantidade ao seu redor no passado e, hoje, ele é a mesma quantidade, porém ao longo do tempo se desdobrou das mais diversas maneiras, coisas e fatos para fazê-lo aprender com a vida e caminhar em direção à luz eterna.

 Ou seja, sendo Deus o amor, você foi amado infinitamente no passado e continua sendo amado infinitamente no presente, porém de ontem para hoje você diminuiu o filtro que afastava essa compreensão de dentro de si.

- Seu berço é começo e fim
 e a história passageira
 onde deitam todos os seres
 sobre a unidade verdadeira-

  TUDO É POR AMOR !
 

Sobre a Morte

- Eu senti subitamente uma saudades dela, parei de fazer os exercícios na academia e liguei. Minha tia ficou super feliz de conversar comigo e, quando meus créditos acabaram, ela me ligou e continuamos alegremente.
  No dia seguinte, ela morreu subitamente de infarto na casa dela. O processo foi atordoante, eu vi seu espírito desesperado no hospital ao lado do meu primo ( ele também a viu). Mentores foram atrás dela e eu mandei uma energia branca à qual estava embutida em mim desde manhã.
  Eu a vi solitária em uma praia com o céu nebuloso. Me vi atrás das nuvens junto aos anjos, mandando energia branca. Com o tempo, Erice de Cássia Winkler, ela, parou de caminhar e olhou para cima. As nuvens se abriam em um portal de tórrida luz divina. Aos poucos, ela entregou-se e subiu.-
                 
    Depois de SVO, velório, enterro e missa de sétimo dia que, na realidade, foi à dois dias atrás, somente hoje, realmente após sete dias contados de sua ida, pude compreender o ocorrido.

   
    Eu não estava abrindo minha mente, pois tentava entender sua morte, sem pensar na sua vida e, logo em seguida, por pensar em morte e vida sem lembrar do ciclo como um todo. Eu também tinha um medo escondido de perder o seu ego pelas memórias, quando, na verdade, este já havia sumido e o que eu precisava exaltar era seu espírito e buscar a sua universalidade.
     Quando ficamos presos à memória, à individualidade de uma pessoa que partiu, nós sofremos por muito tempo por não compreendermos o porquê dela ter ido. A verdade é que, a morte em cada pessoa nos ensina a mesma coisa, pois seu ensinamento é profundo e elevado ao nível da Fonte, visto que, perante a esta, somos todos iguais. Ela nos ensina que a vida é efêmera. Ensina que, por sua efemeridade, a vida nos aproxima da eternidade. Ela é só um ponto da nossa existência, não mais e não menos importante do que todos os outros pontos que começaram e terminaram em um mesmo fio infinito.
     O fio não acaba aonde presenciamos seu ponto, ele continua para muito além de nós, sempre na direção de onde todos nós nos encontraremos e fundiremos. Saindo e voltando para a Unidade.
       A existência é uma soma zero. Nela, as coisas são tiradas de um lado e repostas de outro igualmente, por isso, não há porque chorar. Os espíritos seguirão seus caminhos sempre à luz de Deus e nada está errado. Tudo o que deve ser aproveitado de um ser sempre estará conosco e tudo o que nos deve ser aproveitado sempre estará com eles também - a saudade perde o sentido.
       É com isso que eu cedo. Cedo o apego à minha tia e cedo sua identidade aos registros de Deus, deixando-os se diluírem de dentro de mim. Eu cedo à sua essência eterna e digo: Eu amo o que ela foi igualmente ao que ela é agora e ao que ela se tornará. Sem remorso, sem peso, sem saudade, eu a amo como parte do Deus que habita em mim ... e em cada um de nós.
   
   Maria Fernanda B.

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