Michiko é anjo agora.

A minha mãe costumava me dizer que deveríamos ser bons uns com os outros. Ela costumava dizer que sempre é um bom momento para cuidar dos entes queridos.

Minha mãe não desencarnou comigo. Ela não pode me ver agora. Mas todo dia eu estou com ela, cuidando dela, sabendo dela, sentindo o cheiro dela.



Sempre evito que ela corte os dedos quando usa a faca. Quando ela bate o dedo pequeno do pé, eu sopro pra sarar. No coração dela, eu ainda sou filha, aquela com um olhar desconfortável na fotografia da estante da sala - eu era pequena e não gostava de que tirassem fotos de mim.

 Ela me olha quando os meus irmãos vão pra escola. Ela não sabe que sou um anjo hoje em dia, um anjo só dela. Eu amo tanto minha mãe que quis voltar pra cuidar dela e dos meus irmãos também.
  Mas eu cuido mais dela porque ela é quem se sente mais sozinha depois de eu ter partido.

 Gostaria que ela não se culpasse tanto pelo que aconteceu comigo. Que ela abrisse o coração e parasse de ter medo da própria mediunidade. Aí, ela saberia, o quão feliz estou aqui. E que o calor que ela sente nos ombros sempre que recosta a cabeça no travesseiro pra dormir sou eu.


Eu a abraço pra que não se deite pensando nas coisas tristes sobre mim ou da vida. Pois eu voltei pra fazer ela feliz.

Michiko Matsumoto ( Sora ga ya chi mi desu)

Psicografado por Maria Fernanda

19/11/17 11:42

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